Hello darkness, my old friend...
Ela chega sem avisar. Na verdade nunca foi embora, fica sempre ali à espreita, como quem espera o momento certo de atacar. O coração acelera, às vezes dá falta de ar, o estômago embrulha, e simplesmente não dá pra dormir e esquecer. A tensão toma conta, a mente para de pensar em qualquer outra coisa que não seja o que se está sentindo. Se quer ser livre, mas essa prisão é a mais poderosa que existe. Que te conhece muito bem e te tortura quando bem quer.
Respirar. Expirar. Mais uma vez.
Buscando alívio para o coração inquieto. Então começa a especulação. Qual foi o gatilho dessa vez? Tenta-se encontrar sentido, uma única razão para o que se está sentindo. Corda bamba. Precipício. O medo de cair. O medo de sentir o que já foi sentido antes. O medo de reviver os dias sombrios. Procura-se uma distração pra se livrar de si mesmo. “Não acredite no que você está sentindo”, me disseram uma vez. E eu tento. Digo pra mim mesma que não é ela, que vai passar, mas ela já está lá. Sentada ao meu lado como uma velha amiga. Então eu olho para o outro lado para ver se tem mais alguém. O contrapeso. Alguém pra segurar na mão e falar “Você não está só.”.
Reúno as forças. Preciso ser mais forte do que fui na última vez. Tento não permitir que ela mude minha rotina. É uma guerra, e não posso deixar que ela vença. Busco um alívio nos acordes menores. Ela não pode vencer. Apesar de poético, seria trágico encontrar meu fim em mim mesma. Me perder em mim. Ser prisioneira do medo. Da minha mente. Dela. Da ansiedade.
Não. Esse algoz invisível pode me torturar, mas não pode me vencer.
Respirar. Expirar. Mais uma vez.
Respirar. Expirar. Mais uma vez.
Buscando alívio para o coração inquieto. Então começa a especulação. Qual foi o gatilho dessa vez? Tenta-se encontrar sentido, uma única razão para o que se está sentindo. Corda bamba. Precipício. O medo de cair. O medo de sentir o que já foi sentido antes. O medo de reviver os dias sombrios. Procura-se uma distração pra se livrar de si mesmo. “Não acredite no que você está sentindo”, me disseram uma vez. E eu tento. Digo pra mim mesma que não é ela, que vai passar, mas ela já está lá. Sentada ao meu lado como uma velha amiga. Então eu olho para o outro lado para ver se tem mais alguém. O contrapeso. Alguém pra segurar na mão e falar “Você não está só.”.
Reúno as forças. Preciso ser mais forte do que fui na última vez. Tento não permitir que ela mude minha rotina. É uma guerra, e não posso deixar que ela vença. Busco um alívio nos acordes menores. Ela não pode vencer. Apesar de poético, seria trágico encontrar meu fim em mim mesma. Me perder em mim. Ser prisioneira do medo. Da minha mente. Dela. Da ansiedade.
Não. Esse algoz invisível pode me torturar, mas não pode me vencer.
Respirar. Expirar. Mais uma vez.
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